terça-feira, 9 de junho de 2009

APRESENTAÇÃO DO GESTAR II PARA OS PROFESSORES (6º AO 9º ANO)
" O SABER E O SABOR"

( Clique para vê o video de abertura da nossa apresentação )



segunda-feira, 8 de junho de 2009

APRESENTAÇÃO DO GESTAR II PARA OS PROFESSORES (6º AO 9º ANO)

Fotos da apresentação












CONHECENDO O NOSSO MUNICÍPIO

Quissamã - RJ - Brasil

História de Quissamã

A Colonização
“O Brasil nasceu e cresceu econômica e socialmente com o açúcar. A casa de engenho foi modelo da fazenda do cacau, da fazenda do café, da estância. Foi base de um complexo sociocultural de vida” - Gilberto Freyre

A Casa Mato de Pipa é a mais antiga de Quissamã - data de 1777
Quissamã tem uma longa história que se mistura com a própria colonização do Brasil. Esta riqueza cultural está presente até hoje no rico patrimônio preservado e na memória da população que tem um grande orgulho do passado de luta e trabalho. São quatro séculos de história que estaremos contando de forma resumida para os leitores a fim de passar um pouco do conhecimento sobre Quissamã.Sete capitães proprietários de engenhos no Rio de Janeiro recebem do Governador Martim de Sá, em 9 de agosto de 1627, a concessão da sesmaria que ia do Rio Macaé ao Rio Iguaçu, pertencente à Capitania de São Tomé, em troca dos serviços prestados à Coroa nas lutas para expulsão dos franceses do litoral do Rio de Janeiro. A ocupação, segundo o livro “Roteiro dos Sete Capitães”, se deu em 1633, com a instalação de currais para a criação de gado na Freguesia do Furado, localidade hoje chamada de Barra do Furado. Demoraria mais de um século para que a ocupação se tornasse efetiva, com a exploração em larga escala da lavoura canavieira e a construção dos primeiros engenhos de açúcar.
O Brigadeiro José Caetano de Barcellos Coutinho foi o fundador da Vila, em 1749. Trinta anos após foi erguida em Quissamã a casa de Mato de Pipa. Conservada até hoje, tem valor histórico por ser o único exemplo das moradas dos primeiros senhores de engenhos nos Campos dos Goitacazes. Seu proprietário, Manoel Carneiro da Silva, a construiu em terras herdadas do seu pai, que se encontravam encravadas no Morgado de Capivari, pertencente ao Brigadeiro.
Com a instalação definitiva do Capitão Manoel Carneiro da Silva em Mato de Pipa, iniciou-se, a seu redor, a expansão da Vila de Quissamã. Desde o início da instalação dos primeiros colonizadores, o controle administrativo de Quissamã era exercido pelas autoridades da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes, até que, em 1802, a Freguesia de Quissamã se tornou Cabeça de comarca, ficando subordinada a esta, a Freguesia de N.S. das Neves. Esta situação perdurou até 1812, quando a Cabeça de comarca foi transferida para a Freguesia de Macaé. Data daí a transferência da subordinação administrativa de Quissamã, de Campos para Macaé.
O prédio atualmente usada pela Prefeitura foi construído em 1870, para servir como escola para os netos do Visconde de Araruama

No século XIX havia sete engenhos de açúcar em Quissamã e com eles surgem os solares dos viscondes e barões do açúcar. Este século foi auge da economia local, com a construção do Canal Campos-Macaé - uma das obras de engenharia mais importantes do Império e segundo maior canal do mundo - e de solares luxuosos como a Machadinha e a Mandiqüera. Nesta época também era comum a presença de visitantes ilustres como o Imperador Pedro II, Duque de Caxias e Eusébio de Queirós, deixando Quissamã com um ar de corte.

Origem do nome Quissamã

O nome Quissamã foi dado à região pelos Sete Capitães, durante uma viagem de exploração em 1632, quando encontraram um grupo de índios e entre eles um negro. Os capitães estranharam a presença do negro “em lugares incautos e sem moradores”. Ao indagarem quem era ele e como viera parar ali, respondeu-lhes que era forro e da Nação de Quissama, na África. O fato inusitado, pois à época era muito difícil encontrar negros em terras ainda não exploradas pelos portugueses, acabou por denominar o município de Quissamã. Segundo o Cônsul de Angola, que visitou a cidade, Quissamã é uma palavra de origem angolana que significa “fruto da terra que está entre o rio e o mar” e dá nome a cidade que fica a 80 Km de Luanda, na foz do Rio Kwanza.



A partir do Século XX



Engenho Central de Quissamã, hoje desativado


Até o começo do Século XX, Quissamã conheceu um espetacular desenvolvimento. Mas, a partir da crise de 1929, vários fazendeiros se endividaram e perderam suas terras em favor do Engenho Central de Quissamã, que monopolizou a economia local. A estagnação durou até a década de 70, com a criação do programa Proálcool e com a descoberta do petróleo na Bacia de Campos.Prevendo um crescimento econômico sem depender exclusivamente do engenho, a população se organizou para a emancipação e, em 12 de junho de 1988, decidiu se separar do município de Macaé, através de plebiscito. Em 4 de janeiro de 1989, foi criado o município de Quissamã. Em novembro, foi eleito o primeiro prefeito, Octávio Carneiro da Silva.Com o descobrimento do petróleo na Bacia de Campos iniciou uma nova fase na história de Quissamã. Ao contrário dos outros ciclos econômicos, o petróleo está possibilitando diminuir as desigualdades sociais, melhorar a educação e a saúde e a expectativa de vida da população, em busca do desenvolvimento auto-sustentável principalmente através da agricultura e do turismo.

População estimada em 01/07/2006: 16.044 habitantes (Fonte: IBGE)
Área da unidade territorial: 724,2 km²
Principais Atividades Econômicas: cana-de-açúcar, coco anão verde, abacaxi, pecuária e petróleo
Aniversário do município: 12 de junho
Data de Emancipação: 4 de janeiro de 1989
Data do plebiscito: 12 de junho de 1988
Altitude: de 5 a 83 metros acima do nível do mar.
Latitude: 22º 6’ 24” sul
Longitude: 41º 28’ 20” oeste
Clima: Homogêneo. Predomina o sub-úmido seco (excesso de água no verão com calor bem distribuído ao longo do ano). A temperatura média varia entre 20,9º C e 26,6º C.
Ventos: Predominam o Nordeste e Sudoeste.
Solo e vegetação: Predomina o solo podzólico (massapê), ótimo para a cultura de cana-de-açúcar. Sua faixa litorânea apresenta o solo arenoso da restinga, onde estão sendo desenvolvidas experiências de cultivo do coco, do abacaxi e da cana-de-açúcar. Há ainda muitos campos de vegetação rasteira e brejos.
Rios: Macabu, do Meio, Iguaçu, Carrapato
Canais: Campos-Macaé e das Flechas
Lagoas: Feia, Ribeira, Paulista e Preta; ao longo do litoral as pequenas lagoas: Piripiri, Maria Menina, Robalo, Visgueiro, Pires, Casa Velha e Carrilho.
Oceano: Atlântico, ao longo de aproximadamente 45 Km de extensão de costa.
Praias: João Francisco, Visgueiro, Flecheiras, Barrinha e Barra do Furado
Limites: Campos dos Goytacazes, Carapebus e Conceição de Macabu
Acessos: RJ-178 (Macaé/Carapebus); RJ-180/RJ-178 (Campos) e RJ-196 (BR-101 e Conceição de Macabu)
Educação: Educação básica gratuita do pré-primário ao 2º grau com programa de bolsas universitárias integrais para cerca de 700 jovens.
Saúde: 10 postos de saúde, 1 centro de especialidade e 1 hospital com área de 7 mil m²; menor taxa de mortalidade infantil no Estado.
Infra-estrutura: 100% da área urbana com saneamento básico tratado em nível de terciário; 100% da área urbana com água tratada; 100% do lixo coletado e tratado em uma usina de reciclagem; 90% das estradas vicinais asfaltas; internet banda larga gratuita para toda população.
Meio ambiente: abriga 62,38% da área total do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. O parque ocupa 13% da área total do território de Quissamã.